Recebi este vídeo maravilhoso no mail e decidi partilhá-lo. Porquê? Porque hei-de sobreviver aos meus meninos + mestrado + curso do instituto Camões + formação de professores oferecida pelo ministério. Não bato mesmo bem, pois não?
Recebi este vídeo maravilhoso no mail e decidi partilhá-lo. Porquê? Porque hei-de sobreviver aos meus meninos + mestrado + curso do instituto Camões + formação de professores oferecida pelo ministério. Não bato mesmo bem, pois não?
"Está provado que não nasci para falar a doutores. Um dos meus professores (...) lamentou que a minha linguagem nem sempre fosse a mais conveniente. O princípio do mal está em mim, que sou saloio por dentro (...). E depois deu asas a isto o fato de eu me ter feito homem entre camponeses e pescadores e ter tido sempre o cuidado de falar como eles, para estarmos todos à vontade. Ao par do que aí fica, acontece que venho de lavradores, jardineiros e comerciantes; tudo gente de cepa honrada mas agreste. O que não quer dizer que a ceda seja de não dar flor (...).
Pois está-se mesmo a ver que é tanto à ascendência como à convivência que eu devo a condição de não saber falar a doutores. Isto é uma qualidade e um defeito: ao pé deles fico apagado, e escuso de ter razão, porque até a razão tem de andar bem vestida para entrar nas salas (...). interessa-me bem mais o amor dos pequenos do que a consideração dos grandes."
Sebastião da Gama, Diário
Um bem haja para todos os mal dispostos, rancorosos e ressabiados deste mundo. Porque é deles que eu me riu.

Já consegui resultados! Ah! Que bem que sabe...
Eu tenho uma mania muito infeliz: experimentar livros. Quando não gosto deles, e acho que deveria de gostar, insisto em lê-los. Acontece que esses livros se acumulam na minha mesinha de cabeceira, com poucas páginas lidas, sem que me apeteça continuar. A pilha em cima da minha mesinha de cabeceira está cada vez maior. Raramente os tento voltar a ler, e quando tento, depressa desisto novamente. Contudo, tê-los na mesinha de cabeceira faz-me acreditar que um dia os irei ler.
O pior que acontece é que tal me impede de ler livros novos. Porque me sinto culpada de os ler sem ler os outros, porque me proíbo de ler outros livros enquanto não acabar aqueles, e porque temo que a pilha de livros na mesinha de cabeceira aumente de novo.
Recentemente cheguei à conclusão que se trata de uma atitude ridícula. O pouco tempo que tenho livre para ler, e que partilho com a escrita e o piano, tem de me dar prazer e não obrigação. Vou acabar com a pilha de livros que me impede de ler. E assumir de uma vez por todas, que apesar de ser licenciada em Línguas e de ser professora de Língua Portuguesa, que não tenho obrigação de ler... secas... Que sou uma leitura de livros médios, e de alguns bons, mas não de todos.
Digam o que disserem. Há tantos livros e tão pouco tempo, que tenho de ler os que gosto.
Ficção pura, por um lado.
Um livro pequeno e simples, por outro, como cabe a qualquer romano.
Quando se vem de férias... tem-se assim, uns 500 posts por ler
Deve sair hoje a Magnética, não?
Gosto destes livros que me obrigam a ler até às três da manhã
(Voltei da Noruega, nasceu-me um filho e o Fred Kradolfer pintou-me o retrato. Subo a Avenida de Almirante Reis às 4 da manhã em busca da madrugada.)
Neste momento
um pássaro qualquer
canta, explica as flores
perto da margem dum rio.
Nunca ouvi esse pássaro cantar
nem sei onde o rio corre...
Mas todas as noites no meu quarto
tento aprender de cor
essa melodia que não ouço
- sentindo o coração pesado
como um pássaro morto.
José Gomes Ferreira
Porque a poesia é às vezes como um sonho angustiante, que procuramos, sabemos existir, mas nunca encontramos.