Insomnia
Ditos doidos provocados por insónias, pesadelos e ataques de sonambulismo.
28 de Janeiro de 2010

Há Madalenas chorosas

e

madalenas gostosas.

publicado por Olinda Gil às 10:47 link do post
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27 de Janeiro de 2010

Como sabem, hoje em dia a publicidade é importante para vender o que seja. Até livros. E também como sabem, os escritores pouco conhecidos têm menos publicidade. O que nada tem a ver com qualidade. É por isso que vos falo d'"O Castelo do Louco", do meu amigo Tiago Videira.

 

Quem quizer comprar e saber mais: aqui e aqui.

 

publicado por Olinda Gil às 11:43 link do post
sinto-me: solidária
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26 de Janeiro de 2010

Vivo num sítio que não tem livrarias. Só papelarias que vendem livros: livros dos jornais, livros velhos e esquecidos que ninguém compra, um ou outro livro dos top's, livros para crianças, poucos livros didácticos, "Arlequim"... enfim... nada. Há depois o posto de turismo que vende publicações da junta de freguesia. Resumindo, nada daquela literatura que me embebeda. Não que eu seja leitora de grandes e difíceis obras (fui incapaz de ler "Em busca do tempo perdido", o famoso livro das madalenas). Mas há uns quantos clássicos imperdíveis que me embriagaram.

 

Como às vezes gosto de experimentar coisas novas (ler um escritor que não conheço assim como provar uma nova gastronomia), a biblioteca não me serve, visto que as novidades custam a lá chegar e, naturalmente, a minha lista de novidades é diferente. Até porque a biblioteca deve adquirir livros que agradem às pessoas e não só a mim.

 

Aqui perto não há muitas livrarias. Em Beja hás duas que têm pouco mais variedade que o Continente. A Fnac do Algarve também anda pela mesma onda, sendo que me espantei na minha última visita quando vi a secção dos livros de prosa /ficção reduzida. Aliás, nessa visita não encontrei um único livro da minha lista, tendo curiosamente encontrado exemplares da 365, naturalmente perdidos a Sul.

 

Vocês vão agora atirar-me o argumento de Lisboa, mas enganam-se. FNAC's é para esquecer, Bertrand's também, e as minhas visitas de médico a Lisboa não me permitem visitar outros recantos que, para dizer a verdade, têm o seu fim nas mãos dos grandes grupos económicos... que já chegaram aos livros e à literatura.

 

É triste que uma leitora mediana se veja assim. O que me vale? A internet. Mas sem contar nada ao meu avô, que ele não gosta.

publicado por Olinda Gil às 15:07 link do post
25 de Janeiro de 2010

Aquele gajo, o Elvis Costelo, quando canta "la camisa negra" não tem noção do que está a dizer...

publicado por Olinda Gil às 17:01 link do post
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24 de Janeiro de 2010

No "i" desta semana (23 e 24 Janeiro 2010), valter hugo mãe, ao falar do seu novo livro, "máquina de fazer espanhóis" conta que visitou um lar de idosos para se inteirar do edifício. Interpretei que nunca deveria ter entrado num lar. O que me fez lembrar das cidades...

 

As cidades têm de tudo. E quando maior é, mais cosmopolita e maior a oferta de bens e serviços. Quanto maior é, mais interessante se torna lá a vida. Podes estudar, ver diversos tipos de filmes, frequentar diversas livrarias, encontrar com facilidade as revistas que gostas, falar e conhecer as pessoas mais diversas, provar comidas exóticas... enfim... fazer todos os dias coisas diferentes.

 

Embriagados numa vida tão urbana, muitas vezes os citadinos não se dão conta do que não têm. Costumam enumerar os fantásticos lugares da cidade, que nunca os deixa ter tempos mortos, e quando lhes perguntamos quantos já visitaram engasgam-se porque... foram poucos.

 

E conforme a conversa vai adiantado, vamo-nos apercebendo doutros pormenores. Uma vez conheci uma pessoa que nunca tinha conhecido ninguém que tivesse morrido. Talvez também nunca tenha visitado um lar de idosos.

 

A verdade é que fora das grandes cidades podemos ter pouca coisa, mas conhecemos tudo aquilo que temos.

 

publicado por Olinda Gil às 16:01 link do post
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23 de Janeiro de 2010

Quem viu o filme A Turma vai também gostar do Dia da Saia

publicado por Olinda Gil às 15:57 link do post
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16 de Outubro de 2009

Recebi este vídeo maravilhoso no mail e decidi partilhá-lo. Porquê? Porque hei-de sobreviver aos meus meninos + mestrado + curso do instituto Camões + formação de professores oferecida pelo ministério. Não bato mesmo bem, pois não?

 

 

publicado por Olinda Gil às 23:15 link do post
15 de Outubro de 2009

"Está provado que não nasci para falar a doutores. Um dos meus professores (...) lamentou que a minha linguagem nem sempre fosse a mais conveniente. O princípio do mal está em mim, que sou saloio por dentro (...). E depois deu asas a isto o fato de eu me ter feito homem entre camponeses e pescadores e ter tido sempre o cuidado de falar como eles, para estarmos todos à vontade. Ao par do que aí fica, acontece que venho de lavradores, jardineiros e comerciantes; tudo gente de cepa honrada mas agreste. O que não quer dizer que a ceda seja de não dar flor (...).

 

Pois está-se mesmo a ver que é tanto à ascendência como à convivência que eu devo a condição de não saber falar a doutores. Isto é uma qualidade e um defeito: ao pé deles fico apagado, e escuso de ter razão, porque até a razão tem de andar bem vestida para entrar nas salas (...). interessa-me bem mais o amor dos pequenos do que a consideração dos grandes."

 

Sebastião da Gama, Diário

publicado por Olinda Gil às 19:44 link do post
14 de Outubro de 2009

Um bem haja para todos os mal dispostos, rancorosos e ressabiados deste mundo. Porque é deles que eu me riu.

publicado por Olinda Gil às 11:24 link do post
10 de Outubro de 2009

retirado de: http://3.bp.blogspot.com

Já consegui resultados! Ah! Que bem que sabe...

 

publicado por Olinda Gil às 13:05 link do post
música: Linda Hopkins
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Professora e Formadora de Português, com formação em Línguas e Literaturas Clássicas; 3º Prémio (Prosa) "Lisboa à Letra" 2004 Ver texto


; Menção Honrosa "Desafio: Escrever!" 2004 Ver Texto


; Colaboradora DNJovem (1999-2006) outros interesses: teatro e piano
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