Insomnia
Ditos doidos provocados por insónias, pesadelos e ataques de sonambulismo.
16 de Outubro de 2009

Recebi este vídeo maravilhoso no mail e decidi partilhá-lo. Porquê? Porque hei-de sobreviver aos meus meninos + mestrado + curso do instituto Camões + formação de professores oferecida pelo ministério. Não bato mesmo bem, pois não?

 

 

publicado por Olinda Gil às 23:15 link do post
15 de Outubro de 2009

"Está provado que não nasci para falar a doutores. Um dos meus professores (...) lamentou que a minha linguagem nem sempre fosse a mais conveniente. O princípio do mal está em mim, que sou saloio por dentro (...). E depois deu asas a isto o fato de eu me ter feito homem entre camponeses e pescadores e ter tido sempre o cuidado de falar como eles, para estarmos todos à vontade. Ao par do que aí fica, acontece que venho de lavradores, jardineiros e comerciantes; tudo gente de cepa honrada mas agreste. O que não quer dizer que a ceda seja de não dar flor (...).

 

Pois está-se mesmo a ver que é tanto à ascendência como à convivência que eu devo a condição de não saber falar a doutores. Isto é uma qualidade e um defeito: ao pé deles fico apagado, e escuso de ter razão, porque até a razão tem de andar bem vestida para entrar nas salas (...). interessa-me bem mais o amor dos pequenos do que a consideração dos grandes."

 

Sebastião da Gama, Diário

publicado por Olinda Gil às 19:44 link do post
14 de Outubro de 2009

Um bem haja para todos os mal dispostos, rancorosos e ressabiados deste mundo. Porque é deles que eu me riu.

publicado por Olinda Gil às 11:24 link do post
10 de Outubro de 2009

retirado de: http://3.bp.blogspot.com

Já consegui resultados! Ah! Que bem que sabe...

 

publicado por Olinda Gil às 13:05 link do post
música: Linda Hopkins
05 de Outubro de 2009

Eu tenho uma mania muito infeliz: experimentar livros. Quando não gosto deles, e acho que deveria de gostar, insisto em lê-los. Acontece que esses livros se acumulam na minha mesinha de cabeceira, com poucas páginas lidas, sem que me apeteça continuar. A pilha em cima da minha mesinha de cabeceira está cada vez maior. Raramente os tento voltar a ler, e quando tento, depressa desisto novamente. Contudo, tê-los na mesinha de cabeceira faz-me acreditar que um dia os irei ler.

 

O pior que acontece é que tal me impede de ler livros novos. Porque me sinto culpada de os ler sem ler os outros, porque me proíbo de ler outros livros enquanto não acabar aqueles, e porque temo que a pilha de livros na mesinha de cabeceira aumente de novo.

 

Recentemente cheguei à conclusão que se trata de uma atitude ridícula. O pouco tempo que tenho livre para ler, e que partilho com a escrita e o piano, tem de me dar prazer e não obrigação. Vou acabar com a pilha de livros que me impede de ler. E assumir de uma vez por todas, que apesar de ser licenciada em Línguas e de ser professora de Língua Portuguesa, que não tenho obrigação de ler... secas... Que sou uma leitura de livros médios, e de alguns bons, mas não de todos.

 

Digam o que disserem. Há tantos livros e tão pouco tempo, que tenho de ler os que gosto.

publicado por Olinda Gil às 23:44 link do post
sinto-me: livre
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08 de Setembro de 2009

imagem retirada de: http://4.bp.blogspot.com/Ficção pura, por um lado.

imagem retirada de: http://www.fnac.pt/pt/Um livro pequeno e simples, por outro, como cabe a qualquer romano.

publicado por Olinda Gil às 15:04 link do post
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07 de Setembro de 2009

Quando se vem de férias... tem-se assim, uns 500 posts por ler

publicado por Olinda Gil às 21:14 link do post
sinto-me: sem vontade de os ler
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01 de Setembro de 2009

Deve sair hoje a Magnética, não?

publicado por Olinda Gil às 15:27 link do post
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20 de Agosto de 2009

Gosto destes livros que me obrigam a ler até às três da manhã

publicado por Olinda Gil às 12:23 link do post
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19 de Agosto de 2009

(Voltei da Noruega, nasceu-me um filho e o Fred Kradolfer pintou-me o retrato. Subo a Avenida de Almirante Reis às 4 da manhã em busca da madrugada.)

 

Neste momento

um pássaro qualquer

canta, explica as flores

perto da margem dum rio.

 

Nunca ouvi esse pássaro cantar

nem sei onde o rio corre...

 

Mas todas as noites no meu quarto

tento aprender de cor

essa melodia que não ouço

- sentindo o coração pesado

como um pássaro morto.

José Gomes Ferreira

 

Porque a poesia é às vezes como um sonho angustiante, que procuramos, sabemos existir, mas nunca encontramos.

 

publicado por Olinda Gil às 12:23 link do post
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Professora e Formadora de Português, com formação em Línguas e Literaturas Clássicas; 3º Prémio (Prosa) "Lisboa à Letra" 2004 Ver texto


; Menção Honrosa "Desafio: Escrever!" 2004 Ver Texto


; Colaboradora DNJovem (1999-2006) outros interesses: teatro e piano
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